Essa é a minha birra: me respeitar!

Eu poderia passar horas falando (escrevendo) sobre as dificuldades de se ter um filho. Longe das ideologias, distante dos comerciais, nem perto dos filmes e mais mais mais abstrato ainda que ao lado de outras mães.Para não entrar na roda da cobrança (quase sempre desnecessária), fujo para meu abrigo de luz interior que deixa meu instinto seguir leve e pesado, leve e pesado, leve e pesado… mas é meu!

Hoje minha filha está com um ano e oito meses. Eu não parei de trabalhar por ela, já havia deixado para trás o que “não” era meu trabalho. Não estou em casa só para cuidar da minha filha: acredito na educação como forma de transformação social. Se eu não educo, procurarei uma escola para poder cobrar a educação dela no futuro? Não… não sem antes eu e ela termos vivido um tempo de descobertas (que sim, sei que serão eternas, ainda bem!), de respeito, de visualização do mundo, das pessoas, das necessidades, da doação, do perdão, do recebimento, do pedido. Ela pede ajuda. Ele oferece seu pão. Ela diz “é meu” com propriedade para eu entender e respeitar – não, não acho que ela seja egoísta por isso, ok? Ela é saudosista. Ela faz bico, se joga no chão quando sente que algo não está legal pra ela. Ela me olha nos olhos quando digo “Filha, deixa a mamãe te falar uma coisa”. Ela não dorme à noite toda, mama muito e acorda dizendo “oi mamãe, oi papai!” numa alegria que o que passou foi apagado. Quando estou com um bebê nos braços, muitas vezes ela chega querendo meu colo e isso não é “ciúmes”, é sobrevivência. Ela não precisa aprender a dividir assim, falado. Ela vai aprender sentindo. 

Eu trabalho nos cochilos dela. Ela dorme enquanto eu trabalho. Agora, estou assumindo mais compromissos e ela vai junto ao nosso espaço de coworking. Lá ela brinca e eu trabalho. Às vezes vou mesmo mais pra tomar um café e vê-la solta na areia ou correndo atrás do Filo, seu amigo coelho. 

Haja fôlego pra nós, mães! 

Haja fôlego pra eles, filhos!

Esquece esse negócio de “ô vida fácil, hein filho?!”. Nada é fácil quando tudo é novo. Nada é tranquilo quando estamos nervosas, cansadas e preocupadas. Eles sentem. Sabem melhor que nós e tentam nos mostrar com seus choros sem motivos e apetite quase zero. 

Não por isso serei eu a mãe querida pela família e sociedade. Essa é a minha birra: me respeitar!


@assimsimples 

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