saiu lá no bendita versão: minha liberdade não é sua

Antes de ser profissão, de somente ser prazeroso, de relatar fatos, a escrita pra mim é amor. Qualquer que seja o fato, sempre recorro ao humano muitas vezes implícito. E é ele que tento colocar à frente sem pensar em quantidade de toques, rapidez de leitura para internet, quantidade de acessos, está ou não na moda.

Elas, as palavras, são seres. E são estes seres os que mais me tocam. Eu os sinto. Assim como me coloco na pele – e sinto dor – de mulheres que têm suas escolhas banidas por questões que não cabem a ninguém se não a elas somente (e a saúde pública, claro).

“Somos impiedosos. Temos religião e somos impiedosos. Temos carros e comida. Viajamos para a Europa. Temos empregos em grandes empresas. E o melhor: temos opinião sobre tudo mesmo não tendo opinião sobre nada.” (para ler o texto completo: http://benditaversao.com.br/minha-liberdade-nao-e-sua/)

Este texto escrevi grávida de quase nove meses da minha Julieta e hoje, ele já fazendo parte do passado, continuo na lacuna de muitos destes sentimentos, principalmente os de que nossa sociedade machista está recebendo mulheres – ainda bebês – que serão capazes de chocá-la muito mais que a minha geração. Não, isto não é expectativa de mãe de primeira viagem. Isto é sentimento de alguém que está criando uma cria para a vida.

Ali ó, de igual pra igual. Será isso possível?

“Meu corpo, minhas escolhas. Vamos enterrar a arrogância de decidir pelo alheio o que não decidimos por nós mesmos. Isso não é uma questão de opinião.”

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Quando só o que importa

Quando penso que o esgotamento está quase insuportável, que escovar os dentes é algo impossível, que segurar o xixi virou rotina, que andar de cabelo solto e bem arrumado é coisa do passado, que as olheiras são amigas quase inseparáveis… Quando só quero uma xícara de café sozinha pela manhã com um caderno e um lápis na mão. Quando o tempo que tenho é pra sair correndo juntando panos pela casa. Quando sinto que entendo porque país colocam os filhos muito cedo na escola. 

…e esse carinho durante a mamada é quando acho que isso tudo aí não quer dizer absolutamente nada.